quarta-feira, 27 de julho de 2011
muito em tão pouco!
de amizade
amor
felicidade
um pouco mais...
de compreensão
nostalgia
cumplicidade
um pouco mais...
de carinho
amor no ninho
sempre falta, um pouco mais!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Vi(r)ver
Em um fim de semana um encontro com os amigos.
Sorrisos, lembranças e perspectivas.
Em uma mesa de bar começa a velha conversa de trapos.
Nos imaginando mais velhos, pensando como seria ao passarmos dos 50 anos.
Risadas são inevitáveis.
Onde o assunto da vez gira em torno do churrascão da terceira idade.
É a imaginação destes jovens amigos, se lançando ao futuro.
Crianças correndo pela casa e aos poucos os velhos amigos vão chegando.
Uns com esposas, outros com seus filhos e até mesmo netos, sem contar os solteirões.
Cada um com a vida que batalhou pra ter, estão ali todos reunidos.
Nessa meia conversa fico imaginando quem realmente estará lá quando o tempo chegar.
Como nessa vida muitos se vão e muitos virão, que essa amizade seja como uma fortaleza.
Para que o tempo chegue e os que merecem estejam juntos.
Tornando essa roda de buteco em uma história verdadeira.
Uns começam a imaginar como seria a vida do outro, eis que surgem as pérolas.
Onde em um futuro não tão distante, venhamos a sorrir de tudo que aprontamos durante a vida.
Relembrar daqueles que não mais estão presentes com carinho.
Ver aquele monte de velho chorão, quando se falar das risadas daquele amigo que se foi.
É sorrir ao ver uma roda de crianças prontos a ouvir as histórias destes velhos malucos.
É ver o brilho nos olhos de sua filha, junto do orgulho pelo pai que tem.
Recontando as histórias de quando éramos jovens.
Pois quando o tempo vier a bater à nossa porta, estaremos sempre dispostos a sorrir.
Onde viver é um conjunto formado por várias jornadas.
Transformando o destino final em em algo mágico no futuro.
Pois toda essa jornada virá a ser recontada.
E para os ouvidos atentos que tomem como um brinde a vida.
___________________________________________________feel the life.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Reencontro
Vejo o vento do tempo soprando em meu ouvido.
A oportunidade de ter você novamente se aproximando
Em uma conversa descontraída surge o assunto de nos reencontrarmos.
Tanto tempo passou, tantas coisas aconteceram.
Mas o sentimento por todo este tempo resistiu ali sossegado em algum canto.
Lembro-me como se fosse ontem o momento da despedida.
Como é ruim esta palavra, mas ela teve de ser usada.
Depois de dias inesquecíveis, havia ali chegado a hora de partir.
Um beijo, um abraço e o coração a mil.
E desde então cada um seguiu tua vida.
Anos se passaram desde então.
Foi um verão que com certeza marcou ambas as partes.
Tanta água veio a passar, alegrias e tristezas.
Em cada uma de nossas vidas.
E hoje me pego pensando que tudo pode se repetir.
Chegou a hora de apertar o play novamente.
Assim toda a saudade que veio corroendo aos poucos, desaparecerá.
Quando contamos esta história poucos acreditam.
Que tanto tempo se passou e tudo pode acontecer novamente.
Meu peito explode só de imaginar.
Meu sorriso se escancara só de pensar em teus olhos.
Estes nos quais pago pra ver o brilho na hora do reencontro.
Ontem a história era de uma garota e um garoto.
Hoje ela se repetirá com uma mulher e um homem.
Ah como eu conto as horas agora.
A cada segundo imagino tudo que pode acontecer.
Ouvir uma boa música, dançar com nossos corpos colados.
Sentar em um bar e pedir uma cerveja.
Troca de olhares e toda aquela sensação de amor no ar.
Vejo a cena de mais uma vez
Você com teu vestido amarelo indo ao meu encontro.
Com um brilho no olhar e o sorriso estampado no rosto.
Tenho a sede de matar toda a saudade em um único beijo.
Acompanhado de um abraço forte e noites sem fim.
Tenho em mim a vontade de poder acordar ao teu lado
Teu corpo quente sobre o meu, tua cabeça sobre meu peito.
Um beijo de bom dia e um carinho enquanto vejo você despertar.
A hora está chegando.
Onde a saudade e toda distancia não passou de um mero detalhe.
E a velha história contada e recontada.
Será reescrita desta vez com novas palavras.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Dias vem e vão em uma velocidade que as vezes assusta.
Vejo tudo a minha volta se modificar a cada momento.
Prendo-me no tempo com um copo de vodka.
Um cigarro aceso e uma boa música.
Pessoas vem e vão, e quando damos por sí, nem nos lembramos mais.
Fantasmas do passado brigam com os anjos do futuro.
Mas isto não me encomoda.
Pois o ontem já passou e o amanhã nem sei se irá chegar.
Então vivo o hoje com toda intensidade.
Feliz em perceber a quantidade de pessoas queridas ao meu redor.
Felicidade que transborda copos e copos do meu melhor drink.
Assim como não pretendo no tempo me adiantar.
O passado que fique quieto em seu canto.
Que só me venha a cabeça, se for para trazer as boas lembranças.
E o futuro só bata a porta para trazer-me os melhores planos.
Pois hoje só preciso de uma bebida acompanhada da velha música.
Só busco toda a paz que o mundo tem a me oferecer.
E com o silêncio da madrugada chegando.
O hoje se transforma, fazendo o passado e futuro um só.
Então que um novo dia venha amanhecer.
E toda felicidade novamente transborde todos os copos jogados por esta casa.
Sempre com aquele sorriso estampado no rosto.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Cotidiano de Bar
Sem sono, pego meu casaco e sigo para rua.
Vou naquele velho bar de costume.
Madrugada fria, logo peço uma bebida forte.
Começo a reparar nas pessoas ao meu redor.
Todas tão solitárias.
Não são muitas, pois já é tarde.
Penso no motivo de todas estas pessoas sozinhas neste local.
Peço mais uma dose e acendo meu cigarro.
Reparo em minha frente uma mulher.
Já com boa parte da vida gasta.
Rugas aparentes em teu rosto.
Sozinha, assim como todos neste bar.
Segurando um copo de wisky passando o dedo em sua borda.
Com semblante cansado em teu rosto.
Ao lado um senhor aparentemente com seus cinqüenta anos.
Também sozinho neste lugar.
Penso se todos estão neste lugar procurando a solução de problemas do cotidiano.
Chega mais algumas pessoas, e todas estas sozinhas e com o mesmo olhar.
Seria aqui um refúgio de pessoas cansadas de suas vidas fantasiosas?
Esta senhora da frente pede-me meu isqueiro para acender teu cigarro.
O tempo vai passando e aos poucos todos ali sem querer acabam se comunicando.
Uns com os outros de forma passiva.
Formando uma comunidade anônima.
Onde neste lugar os problemas e defeitos são comentados sem preocupações.
Assim também como as alegrias que nos completam.
Todo este contado entre pessoas totalmente estranhas acaba por ser algo bom.
Pois após o bar fechado e as cortinas serem abertas em nossas casas.
A luz de um novo dia atravessar nossas janelas.
Ficaremos mais tranqüilos com o dia que teremos pela frente.
Talvez novamente cheio dos problemas do nosso cotidiano, talvez não.
Mas noites assim fazem com que não se transformem em dias comuns.
E acabamos por perceber que nunca estamos realmente sozinhos!
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Retorno
Andando pelas ruas madrugada adentro.
Vejo pessoas saindo dos bares.
Bêbados em todas as esquinas.
A chuva começa a cair.
O ritmo dos passos aumenta.
Olho para o relógio e ainda são duas da manhã.
Encontro um telefone publico e paro de frente ele.
Esperando a chuva diminuir acendo um cigarro.
Pego o telefone abro minha agenda e procuro teu nome.
Disco teu numero e logo depois você atende.
Aquela voz que sempre me tira suspiros mais fortes do peito.
Percebo música tocando pessoas conversando ao fundo
Venha para cá! Você me diz.
Atendendo teu pedido, continuo meu caminho.
Paro em um posto de conveniências e compro algumas bebidas.
Sigo meu caminho embaixo de uma leve garoa.
Chegando em teu prédio apago meu cigarro.
Subindo pelo elevador ajeito-me um pouco.
Você me recebe em tua porta de braços abertos.
Com a felicidade estampada em um grande sorriso.
Pede-me para aguardar um instante.
Despedindo-se das ultimas pessoas que ali estavam.
E como se dizem, “enfim sós” ela se referiu aquele momento.
Veio dizendo para eu tirar aquela roupa molhada.
Em teu armário achou roupas minhas que lá havia esquecido.
Vesti uma velha camisa de botões e uma calça jeans.
Logo ela chegou com duas taças de vinho.
Sorriso no rosto, me dizendo que adorou a repentina visita.
Conversamos sobre várias coisas, dentre elas o tempo que não nos víamos.
Disse que não poderia ter esquecido tão fácil assim de seu aniversário.
Ela acende um cigarro naquele instante, caminha em direção ao som.
Coloca a música ideal ao clima que ali estava.
Sentados nos sofá, ela com as mãos em meus cabelos ainda molhados.
Com um olhar penetrante ela se aproximou lentamente.
Abraçando-a pela cintura comecei a beijá-la.
Sentou-se sobre mim, e com as mãos em meu rosto voltamos a nos beijar.
A saudade era muita confesso, queria há tempos estar assim contigo novamente.
Ainda com aquele semblante de menina.
Abraços fortes de saudade de ambas as partes.
Começou a tirar minha camisa, e junto disso eu a dela.
Corpos trêmulos pelo frio.
Ali no sofá nos deitamos, e damos aquele velho jeito de se espantar o frio.
Depois de algum tempo, ela levantou-se e caminhou em direção a cozinha.
Aquela forma de se andar, aquela vista que nunca saia da minha cabeça.
De vê-la andando pela casa só de meias e um cobertor cobrindo-se.
Ela volta com mais bebida e acendo outro cigarro.
Minhas mãos caminhando pelo teu corpo.
Enquanto fico a te olhar.
Ali naquele instante nos entregamos mais da forma que há tempos queríamos.
As horas passam e o dia começa a raiar.
Na varanda de teu apartamento, tomamos a ultima taça de vinho.
O sol se abrindo em nossas frentes dentre tantos prédios.
Cobertos por um só edredom assistindo a loucura da cidade renascer.
Começamos ali novamente algo que nunca deveria ter terminado.
